As constelações

As suas histórias e lendas.
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 Constelação Escorpião
  

Escorpião (Scorpius)

 
Localiza-se: Na zona equatorial
 
            Observar o Céu - David Levy - editora atena
 
Na mitologia grega, Scorpius é o escorpião que matou Orion. Por isso, as duas constelações estão em lados opostos do céu, para evitar conflitos entre elas.
É uma bela constelação do Zodíaco, cheia de brilhantes estrelas e ricos campos estelares.
 
De todas as 88 constelações, Escorpião é uma das que mais se destaca. Notável por sua extensão, forma e pela riqueza em objectos interessantes à observação, esta constelação  sempre surpreendeu aqueles que já se dedicaram à astronomia nos últimos milhares de anos.

O padrão é inconfundível: o animal medonho disposto no céu, ?caminhando? lentamente pela noite, parece superar a condição de mera constelação (a palavra ? constelação? etimologicamente significa ? estado do céu?) sugerindo uma entidade real locomovendo-se furtivamente entre as estrelas, com as suas pinças e ferrão prontos para atingir alguma vítima.

A constelação de Escorpião foi identificada como tal pelos gregos, mas também  pelos egípcios e persas. A origem egípcia remete às secas que devastavam a região do Nilo, já que nessa época o Sol passava por essa constelação. Antares, a estrela mais brilhante de Escorpião, era considerada uma das ?guardiãs? do céu segundo os persas. Já a mitologia grega tem outra explicação para a constelação. O escorpião foi o animal enviado por Ártemis (deusa da caça de acordo com a mitologia, embora ela também seja associada ao parto e à Lua. Artémis pode ser considerada a versão feminina de Apolo, seu irmão gémeo) para matar Órion. Diz a lenda que Ártemis, fria e vingativa, sentia-se prejudicada nas suas actividades de caça pelo gigante caçador Órion.
 
 

É interessante ressalvar que para a astronomia o termo ? constelação? assume um significado um pouco diferente do que costumamos imaginar. Antigamente as constelações eram grupos de estrelas que formavam um padrão abstracto (uma cruz, um caçador, um cão, um escorpião, etc...). Actualmente utiliza-se o termo ? constelação? para designar uma dada região do céu. Dessa forma a cúpula celeste foi dividida em 88 regiões, cada uma dessas regiões é uma ? constelação?. Obviamente o nome de cada uma delas é dado em função do padrão de suas estrelas constituintes.

 
 

Objetos do céu profundo

  • Antares - É uma estrela de primeira magnitude a que os romanos chamavam Cor Scorpionis (Coração do escorpião). É uma supergigante vermelha, com mil milhões de quilómetros de largura e nove mil vezes mais brilhante que o Sol. Encontra-se a cerca de 520 anos-lus de distância. Não é uma estrela muito densa, pois a sua massa é de apenas dez a quinze vezes a do Sol.
  • M7 (NGC 6475) - É um aglomerado aberto de estrelas, isto é, um agrupamento de algumas dezenas de estrelas organizadas assimetricamente, próximas ao plano galáctico.  Consiste em aproximadamente 80 estrelas de magnitude maior que 10 e tem idade estimada em cerca de 220 milhões de anos.

                O primeiro registro de observação do aglomerado M7 é creditado a Ptolomeu, que no ano 140 AD fez a seguinte observação: "Um conjunto nebuloso que segue o ferrão do Escorpião".  M7 também é conhecido como o Aglomerado de Ptolomeu.

  • M6 (NGC 6405) - Assim como M7, M6 é um aglomerado aberto de estrelas, cuja idade estimada é de 100 milhões de anos. A descoberta de M6 é atribuída à Hodierna, que a observou em 1654.

                A descrição de Messier para M6, feita em 1764, foi que o objecto aparentava ser um aglomerado de estrelas pequenas entre o arco de Sagitário e o ferrão do Escorpião. Para o olho nu esse aglomerado aparenta formar uma nebulosa sem estrelas, mas mesmo com o menor instrumento é possível observar-se algumas pequenas e fracas estrelas?.

  • NGC 6231 - Um grande grupo brilhante que habita uma rica região da Via Láctea. Observa-se melhor com binóculos ou um telescópio de baixa potência do que com grandes aparelhos.

  • M80 - Um pequeno, mas brilhante grupo globular.

  • Scorpius X-1 - É uma estrela binária em que um dos membros expulsa gás sobre o outro, que é uma estrela densa (poderá ser uma anã branca, uma estrela de neutrões ou um buraco negro). É uma brilhante fonte de raios X, mas a olho nú parece uma estrela débil.