Um buraco negro clássico é um objecto com um campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape excede a velocidade da luz. Nem mesmo a luz (com uma velocidade aproximada de 300.000 km/s) pode escapar do seu interior, por isso se aplica o termo negro (se não há luz emitida ou refletida o objeto é invisível). A expressão buraco negro, para designar tal fenómeno, foi utilizada pela primeira vez em 1968 pelo físico americano John Archibald Wheeler, num artigo histórico chamado The Known and the Unknown, publicado no American Scholar e no American Scientist. O termo buraco não tem o sentido usual mas traduz a propriedade de que os eventos em seu interior não são vistos por observadores externos.
Teoricamente, um buraco negro pode ter qualquer tamanho, de microscópico a astronómico (alguns com dias-luz de diâmetro, formados por fusões de vários outros), e com apenas três características: massa, momentum angular (spin) e carga eléctrica, ou seja, buracos negros com essas três grandezas iguais são indistinguíveis (diz-se por isso que "um buraco negro não tem cabelos"). Uma vez que, depois de formado, o seu tamanho tende para zero, isso implica que a "densidade tenda para infinito".