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Constelação Escorpião
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Escorpião (Scorpius)
A constelação de Escorpião no mapa celeste

   Localiza-se: Na zona equatorial

   Na mitologia grega, Scorpius é o escorpião que matou Orionte. O escorpião foi o animal enviado pela deusa Gaia para defrontar o caçador Orionte, que se gabava de conseguir derrotar qualquer animal à face da Terra. No entanto, o Escorpião gigante conseguiu picar Orionte, provocando a sua morte. Segundo esta lenda, o caçador teria sido ressuscitado por Asclépio (representado no céu pela constelação Ophiuchus - O serpentário), devido aos seus invulgares conhecimentos de medicina. 

   Associando a lenda à representação celeste destas personagens, o Escorpião localiza-se, no céu, debaixo do pé de Asclépio, como se estivesse a ser esmagado ou preso por ele. Para além disso, Orionte e o Escorpião encontram-se em pontos opostos do céu, de forma que quando uma destas constelações "nasce", a outra "põe-se", como se ambos continuassem  eternamente uma perseguição mútua e impossível.

   É uma bela constelação do Zodíaco, cheia de brilhantes estrelas e ricos campos estelares.
 
  O padrão é inconfundível: o animal medonho disposto no céu, "caminhando" lentamente pela noite, parece superar a condição de mera constelação (a palavra "constelação" etimologicamente significa "estado do céu") sugerindo uma entidade real locomovendo-se furtivamente entre as estrelas, com as suas pinças e ferrão prontos para atingir alguma vítima.

Fig. 1 - Constelação Escorpião
   A constelação de Escorpião foi identificada como tal pelos gregos, mas também pelos egípcios e persas. A origem egípcia remete às secas que devastavam a região do Nilo, já que nessa época o Sol passava por essa constelação. Antares, a estrela mais brilhante de Escorpião, era considerada uma das "guardiãs" do céu segundo os persas.

Objetos do céu profundo
O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Scorpii.
 De todas as 88 constelações, Escorpião é uma das que mais se destaca. Notável por sua extensão, forma e pela riqueza em objectos interessantes à observação, esta constelação sempre surpreendeu aqueles que já se dedicaram à astronomia nos últimos milhares de anos.

  • Antares - É uma estrela de primeira magnitude a que os romanos chamavam Cor Scorpionis (Coração do escorpião). É uma supergigante vermelha, com mil milhões de quilómetros de largura e nove mil vezes mais brilhante que o Sol. Encontra-se a cerca de 520 anos-luz de distância. Não é uma estrela muito densa, pois a sua massa é de apenas dez a quinze vezes a do Sol.
  • M7 (NGC 6475) - É um aglomerado aberto de estrelas, isto é, um agrupamento de algumas dezenas de estrelas organizadas de forma assimétrica, próximas ao plano galático. Consiste em aproximadamente 80 estrelas de magnitude maior que 10 e tem idade estimada em cerca de 220 milhões de anos. O primeiro registo de observação do aglomerado M7 é atribuído a Ptolomeu, que no ano 140 a.C. fez a seguinte observação: "Um conjunto nebuloso que segue o ferrão do Escorpião". M7 também é conhecido como o Aglomerado de Ptolomeu.
  • NGC 6231 - Um grande grupo brilhante que habita uma rica região da Via Láctea. Observa-se melhor com binóculos ou um telescópio de baixa potência do que com grandes aparelhos.

Imagem referente à constelação Escorpião
Fig. 2 - Figura da constelação Escorpião
  • M6 (NGC 6405) - Assim como M7, M6 é um aglomerado aberto de estrelas, cuja idade estimada é de 100 milhões de anos. A descoberta de M6 é atribuída à Hodierna, que a observou em 1654. A descrição de Messier para M6, feita em 1764, foi que o objeto aparentava ser um aglomerado de estrelas pequenas entre o arco de Sagitário e o ferrão do Escorpião. Para o olho nu esse aglomerado aparenta formar uma nebulosa sem estrelas, mas mesmo com o menor instrumento é possível observar-se algumas pequenas e fracas estrelas.

  • M80 - Um pequeno, mas brilhante grupo globular.

  • Scorpius X-1 - É uma estrela binária em que um dos membros expulsa gás sobre o outro, que é uma estrela densa (poderá ser uma anã branca, uma estrela de neutrões ou um buraco negro). É uma brilhante fonte de raios X, mas a olho nú parece uma estrela débil.

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Referências:
Observar o Céu - David Levy - editora atena