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Corrente elétrica

O que é a corrente elétrica?


A corrente elétrica

Um relâmpago é um exemplo de corrente elétrica
Fig. 1 - Um relâmpago é um exemplo de corrente elétrica

A corrente elétrica transporta energia elétrica, como vimos. Conhecemos a extrema importância da eletricidade nos dias de hoje: em nossas casas, na indústria, nos hospitais, nas escolas, na vida das cidades ou dos campos é óbvia a dependência que todos temos da energia elétrica e da corrente.

Para produzir corrente elétrica, numa central, é necessário transformar energia de uma forma noutra.

A gestão de energia no nosso planeta não é uma tarefa fácil. Não se trata só de poupar as reservas energéticas que se vão consumindo (carvão, petróleo, gás natural, urânio, etc.). É necessário também estar atento às questões da poluição do ambiente, cada vez mais importantes para a qualidade de vida das pessoas. E ainda atender às questões de segurança. Portugal consome mais eletricidade do que aquela que produz. Por este facto, tem de importar energia elétrica, nomeadamente de Espanha e de França.

A maior parte da energia produzida em Portugal provém de centrais termoeléctricas porque não existem centrais nucleares. Nos últimos anos tem-se intensificado a utilização de centrais eólicas e solares, para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis.


O que é a corrente elétrica?

A corrente elétrica, nos condutores metálicos, é devida a um fluxo de eletrões, que transportam energia elétrica que recebem de uma fonte de energia (pilha, bateria, gerador, etc...).

Os relâmpagos, o funcionamento de uma lâmpada, a utilização de uma pilha ou a comunicação entre as células nervosas do nosso corpo são exemplos de fenómenos onde há um movimento orientado de partículas com carga elétrica. Dizemos que há corrente elétrica. As partículas mais pequenas com carga elétrica negativa chamam-se eletrões. Os eletrões são partículas constituintes dos átomos. Nos materiais sólidos, os eletrões são os responsáveis pela corrente elétrica.

Não há correntes só nos sólidos. O relâmpago é um exemplo de corrente elétrica nos gases, neste caso o ar. Nos líquidos também pode haver corrente elétrica. Tanto nos gases como nos líquidos, a corrente elétrica é devida ao movimento orientado de iões. Os iões são corpúsculos com carga positiva ou negativa que resultam de átomos ou moléculas quando estes perdem ou ganham eletrões.

Para haver corrente elétrica nos sólidos é necessário que eles permitam o movimento orientado dos eletrões, isto é, que sejam bons condutores de corrente elétrica (os materiais que não são condutores de eletricidade dizem-se isoladores). O corpo humano é um bom condutor de corrente elétrica e, por isso, podemos "apanhar" choques elétricos se não tivermos os devidos cuidados. Se a corrente elétrica atravessar o corpo humano for muito intensa, as consequências serão graves (um choque elétrico pode matar!).


O sentido da corrente elétrica

O sentido da corrente elétrica pode ser chamado:

Sentido convencional da corrente ou sentido real da corrente, podendo assim ser definido de duas formas.

Isto acontece porque, no início da história da eletricidade o sentido da corrente elétrica foi definido como sendo um fluxo de cargas positivas. Nesta altura nada se conhecia sobre a estrutura dos átomos. Quando a física estabeleceu que tal não era possível, já este conceito estava interiorizado e era amplamente utilizado. Assim ficou estabelecido (por razões históricas) que o sentido convencional da corrente elétrica acontece do pólo positivo da fonte de energia para o pólo negativo, enquanto que o sentido real da corrente elétrica que coincide com o movimento ordenado dos eletrões, acontece do pólo negativo para o pólo positivo da fonte de energia.

A figura apresentada em baixo mostra os dois sentidos da corrente elétrica (o real e o que foi convencionado):

Sentido real e convencional da corrente elétrica
Fig. 2 - Sentido real e convencional da corrente elétrica

Referências:

Wikipédia - Eletricidade em Portugal

Corrente elétrica