Os aminoácidos
 Vamos aprender mais sobre a Arginina
  
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A Arginina
 
 
   A Arginina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. Em mamíferos, a arginina pode ou não ser considerada como aminoácido essencial dependendo do estágio do desenvolvimento do indivíduo ou do seu estado de saúde.
 
   Em proteínas, a arginina tem um carácter anfipático, já que parte da sua cadeia lateral é hidrofóbica mas termina num grupo guanidina, que possui carga positiva na maioria das situações fisiológicas. Isto deve-se ao facto de este grupo possuir um pKa de 12,48, logo abaixo deste valor de pH o grupo guanidina encontra-se protonado. Esta carga positiva encontra-se deslocalizada (não localizada em nenhum ponto específico do grupo guanidina) devido à presença de um sistema conjugado entre as ligações duplas e os átomos de azoto.
 

   Este grupo pode ainda estabelecer diverss ligações de hidrogénio com moléculas de água, de substrato ou efector alostérico ou ainda com cadeias laterais de outros aminoácidos. Por esta razão a arginina pode ser encontrada em locais na cadeia polipeptídica de enzimas com importância para a actividade e/ou regulação da actividade biológica das mesmas.

   
 
 Modelo molecular da Arginina

Fórmula de estrutura do aminoácido Arginina 

 
 
Onde podemos encontrá-la ?
 
 
   A arginina pode ser encontrada em alimentos genericamente ricos em proteínas, como a carne, peixe e produtos lacticínios. Alguns alimentos ricos em arginina incluem chocolate, amendoins e nozes.
 
 
 
Quais as funções da Arginina ?
 
 
  Além de fazer parte de proteínas, a arginina tem papéis importantes na divisão celular, na cicatrização de feridas, na remoção de amónia do corpo, no sistema imunitário e na produção de hormonas.
 
   Ela assume preferencialmente uma carga eléctrica positiva, pelo que tem tendência a ligar-se a grupos carregados negativamente. Por esta razão, é comum encontrar este aminoácido na superfície de proteínas (quando estas não são hidrofóbicas), onde podem interactuar com o ambiente polar intracelular.
 
 
   Enquanto incorporadas em proteínas, a arginina pode ser convertida a citrulina ou metilada por proteína: metilo transferases.
 

   As histonas, pequenas proteínas envolvidas no enrolamento do DNA cromossómico no núcleo celular, são particularmente ricas em arginina e lisina (cerca de um quarto do total dos seus aminoácidos). Os átomos de hidrogénio no grupo guanidina formam ligações intermoleculares com átomos de oxigénio e azoto das bases azotadas do DNA.

 
Fórmula de estrutura da Alanina
 
 Algumas propriedades da Arginina
 
 
 Nome sistemático
(nome IUPAC)
 
      Ácido (S)-2-amino-5-guanidinopentanóico
 
 Abreviatura/Símbolo
 
 
  R / Arg 
 
 Fórmula química 
 
 
 C6H14N4O2 
 
 Massa Molecular
 
 
 174,20
 
 Ponto de fusão
 
 
  238 °C  
 
 Densidade
 
 
 1.40 g/cm3 
 
 

   A arginina é o precursor imediato do óxido nítrico, ureia, ornitina e agmatina. É necessária à síntese de creatina e pode ser usada para a síntese de poliaminas, citrulina e glutamato. Por ser precursora do NO (que tem efeito relaxador dos vasos sanguíneos), a arginina é usada em condições em que é necessária vasodilatação. A presença do análogo dimetilargina assimétrica (ADMA) inibe a iNOS, sendo considerado como marcador de doença vascular; por seu lado, a presença de arginina é considerada um sinal de vitalidade do endotélio.

 
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Referências:
O texto apresentado foi adaptado de um artigo da Wikipédia.
As propriedades da substância foram retiradas de http://www.labsynth.com.br/.
As imagens do modelo molecular e da fórmula de estrutura do aminoácido foram obtidas em www.3dchem.com.