Os aminoácidos
 Vamos aprender mais sobre a Glicina
  
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A Glicina
 
 
  
   É um cristal branco ou pó cristalino, sem odor e de sabor adocicado. É bastante solúvel em água e ácido fórmico e praticamente insolúvel em etanol. A Glicina é fabricada pela síntese química a partir de formaldeído ou ácido monocloroacético e amoníaco.
 
 
   A glicina (do grego glykos, "doce", nome devido ao seu sabor adocicado) é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos.
 
 
   Devido à sua simplicidade estrutural, este aminoácido tende a ser conservado evolucionariamente em proteínas como o citocromo c, a mioglobina e a hemoglobina. A glicina é o único aminoácido que não apresenta actividade óptica. A maioria das proteínas possui pequenas quantidades de glicina; o colagénio é uma excepção de nota, constituindo a glicina cerca de um terço da sua estrutura primária. A presença de glicina inibe a formação de hélices alfa mas facilita a formação de voltas beta na estrutura secundária de proteínas, por ser um aminoácido que apresenta um alto grau de flexibilidade quando integrado numa cadeia polipeptídica.
 Modelo molecular do aminoácido Glicina
 Modelo molecular da Glicina

Fórmula de estrutura do aminoácido Glicina 

 
    Apesar de ser um aminoácido apolar, a sua cadeia lateral (um átomo de hidrogénio) é demasiado curta para participar em interacções hidrofóbicas. No entanto, a glicina pode, em determinadas enzimas como a piruvato:formato liase, ser convertida a radical glicilo através da retirada desse átomo de hidrogénio, sendo este radical importante para a catálise enzimática, embora instável e destruído na presença de oxigénio.
 
 
   A glicina não é um aminoácido essencial na dieta humana, já que é sintetizado pelo organismo a partir do aminoácido serina numa reacção catalizada pela enzima serina hidroximetiltransferase.
 
 
Fórmula de estrutura da Glicina
 
 Algumas propriedades da Glicina
 
 
 Nome sistemático (IUPAC) 
 
 Ácido Aminoetanóico 
 
 Abreviatura/Símbolo
 
 
 G / Gly
 
 Fórmula química 
 
 
 C2H5NO2
 
 Massa Molecular
 
 
 75,06 
 
 Ponto de fusão
 
 
 233 °C  
(decompõe-se)
 
 Densidade
 
 
 1,1607 g/cm3 
 
    A glicina serve de precursor a diversas espécies químicas. O ácido aminolevulínico, precursor chave das porfirinas, é sintetizado in vivo a partir de glicina e succinil-coenzima A. A glicina fornece também o bloco C2N central a todas as purinas. Uma das vias de degradação do aminoácido treonina passa pela sua conversão a glicina, embora esta via metabólica seja relativamente pouco importante no metabolismo humano. É ainda precursor na via biossintética da fosfocreatina.
 
 
   A glicina é um neurotransmissor inibitório no sistema nervoso central, especialmente a nível da medula espinal, tronco cerebral e retina. Quando receptores de glicina são activados, o anião cloreto entra no neurónio através de receptores ionotrópicos, causando um potencial pós-sináptico inibitório. A estricnina actua como antagonista nos receptores ionotrópicos de glicina. A glicina é, junto com o glutamato, um co-agonista de receptores NMDA; esta acção facilita a actividade excitatória dos receptores glutaminérgicos, em contraste com a actividade inibitória da glicina.
 
 
 
Referências:
O texto apresentado foi adaptado de um artigo da Wikipédia.
Descrição da substância, nome IUPAC e ponto de fusão: http://www.ajinomoto.com.br.
As imagens do modelo molecular e da fórmula de estrutura do aminoácido foram obtidas em www.3dchem.com.